sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Reflexão sobre a vida depois da FUVEST

01 ps inicial: esse texto vinha acompanhado apenas da segunda imagem desse post. Mas o achei muito extenso e importante para se perder no mundaréu de fotos do Instagram e Facebook. Já que resolvi postar no blog, vou complementando com outras fotos, ;)

Hoje fomos (eu e Rafa Trombaco – Rafa Alves também ia, mas deu ruim) ao Cinusp. 1ª vez que eu fui. O filme era "Hammet – Mistério em Chinatown", bem trash...

E eu ainda dormi ao longo da sessão, porque eu sou assim: se dormi pouco à noite, durante o dia durmo em qualquer canto, ainda mais num ambiente escurinho como o do cinema.

Em seguida nós três bandejamos. Porém, eu tive um pequeno empecilho (“porque se não desse errado, não seria eu”), afinal tive que pegar um cartão provisório, já que tinha esquecido a carteira em casa, onde também estava meu RG. O mais engraçado foi que para me identificar, usei o cartão da empresa. É... #mementos. Tive que pagar a refeição com 2 real emprestado da Rafa e a tia nem tinha os 10 centavos de troco, só me deu 5 cents de volta. Ô miséria. Por fim nos encaminhamos para os nossos lares, nos despedindo do 4º semestre dessa longa graduação.

Mas no caminho até o ponto de ônibus passamos pela Praça da Reitoria. Eu já tinha reparado um pouco nas esculturas, mas foi a 1ª vez em que realmente olhei para o chão, para além das datas: lá também havia os signos astrológicos! E sabe, astrologia era uma coisa que eu não acreditava antes de entrar na USP e antes de conhecer quem eu conheci.

Posto isso, queria parabenizar os aprovados na FUVEST. Lembrem-se: "A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original" - Albert Einstein. A USP vai mudar muito o modo de vocês encararem o mundo:

Amizades: No meu caso, as pessoas que eu conheci durante esses 4 semestres de graduação me apresentaram à astrologia e hoje eu acredito em signos. Quer dizer, quem realmente nos apresentou à astrologia foi o Rafa, mas se todos nós não passássemos a acreditar, não seria a mesma coisa. Num geral, a maioria das pessoas da FFLCH acredita em astrologia. Além disso, conforme o tempo for passando, você vai ver quem realmente serão seus amigos para a vida toda.

Lazer: Talvez você faça muitos rolês culturais com os seus amigos beletristas-fefelechentos. E shows também, porque ninguém vive sem show&bilho&luxo! ;) Você também pode começar a frequentar os bares da vida (principalmente no final/começo do ano letivo, os bares dos protxs/calourxs)… E também as festas da FFLCH/USP para ficar fritado (ou não).

FALTOU O NIVERSARIANTE NA FOTO DO PRÓPRIO ANIVERSÁRIO PQ A GNT NÃO FAZ NADA CERTO. NOUS SOMMES LOSERS.

dsclp, Rafaela, tive que colocar a foto que eu tarra mais bella pq o bloguei è mio

Letras: Eu amo linguística, mas tenho uma história de amor e ódio com a literatura. Você vai tentar não ser grammarnazi e não ter preconceito linguístico. Talvez você entre em uma Iniciação Científica (IC) furada (“É uma cilada, Bino”) no 1º ano da graduação, sem nem saber quais áreas de estudos existem na Letras, na FFLCH, na USP e fora dessa bolha chamada Cidade Universitária (afinal, você pode fazer IC em qualquer curso, SIM).

FONÉTICA DIVA MOR DA LINGUÍSTICA, <3

Carreira: Você talvez faça várias entrevistas antes de ser contratado, ainda mais se não tiver nenhuma experiência E vai ser mais difícil ainda arrumar um trampo se você não quiser trabalhar na área pedagógica. Ser da USP não significa ter vaga garantida de emprego. Depois de um tempo, talvez você canse de receber tanto “NÃO” (na verdade, o pior é fazer a entrevista, ficar aguardando a resposta e o “sim” ou o “não” nunca chegar, porque o entrevistador nem se prestou a dizer que você não foi escolhido, é…). Talvez você desista dos job por um tempo. Mas uma hora pode ser que dê certo e, além de estudar e trabalhar, pode ser que você escolha fazer alguma atividade no tempo livre e sua rotina vai ficar meio loka, tá?

MT COISA, SOCORR

Política na FFLCH: Talvez você apoie as greves e talvez ainda você ajude a construí-las, indo nas assembleias e comparecendo às atividades do calendário. Você pode, ainda, entrar para o Centro Acadêmico do seu curso. Talvez você se torne um esquerdalha, petralha… Ou talvez se junte a um partido ultra-esquerdista como o PCO e o PSTU. Você também pode não apoiar as greves e ser chamado de reaça/coxinha/sei-lá-mais-o-que, porque as pessoas, num geral, não vão te olhar com bons olhos e não vão aceitar.

Opressão: Você vai repensar muito antes de falar sobre assuntos “polêmicos”. Mas depois de um tempo, talvez você passe a entender e talvez lute contra o machismo, a LGBT*fobia, o racismo, a xenofobia e a gordofobia.

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Ao entrar na USP, as coisas vão mudar, tenha certeza.

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